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Artigo – Divórcio dos Filhos


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ARTIGO – DIVÓRCIO DOS FILHOS

Um dia desses estava conversando com um pastor e este, quase às lágrimas, compartilhou sua tristeza com o divórcio da filha. Falou também do seu sofrimento em relação a ausência do pai de seu netinho. O quanto sofre em saber e perceber claramente a falta que o netinho sente do pai e como isto o tem afetado. Billy e Ruth Graham também experimentaram este dissabor.

Com as facilidades para o divórcio e por viver numa sociedade onde os valores são cada vez mais relativos e o estilo de vida individualista, vimos que só faz aumentar o número de divórcio em nosso meio. A igreja não está imune a este problema.

O divórcio afeta todos na família. Não somente os cônjuges e filhos sofrem com o impacto do divórcio, mas também os pais, amigos, parentes. Especialmente se os pais, amigos e parentes tem os valores cristãos como norteadores de seu estilo de vida.

Não deve ser fácil lidar com o divórcio dos filhos. Pesquisei na internet e quase nada há escrito neste sentido.

Não posso escrever, por experiência própria, pela graça de Deus. Mas creio que ouvindo histórias diversas pelas igrejas que ministramos e na própria vivência de aconselhamento e terapia, podemos dar algumas sugestões para os pais que experimentam esta triste realidade.

Pais que tem filhos passando pela experiência do divórcio devem tomar muito cuidado para não acirrar ainda mais os ânimos dos cônjuges envolvidos.

Não existe “divórcio bom”. Por mais amigável que seja, é sempre um combustível para alimentar a raiva dos cônjuges. Os pais destes devem ter muito cuidado neste sentido. Devem procurar amenizar a ira, a raiva no coração do filho ou da filha envolvida.

Por outro lado, não devem, cremos, tomar partido. Ser solidário ao filho envolvido é algo louvável, mas num divórcio há uma parcela de responsabilidade por parte de ambos. Costumamos afirmar que nos conflitos conjugais os dois estão certos e errados ao mesmo tempo. Achar que a filha é uma santa ou que o genro é cem por cento responsável pelo divórcio é uma grande inverdade.

Filhos que se divorciam, os pais devem saber que eles já são adultos. Podem sofrer com a situação, mas devem sempre lembrar que são adultos e responsáveis pelos seus atos. Suas vidas continuarão a ter um caminho próprio.

Muitas vezes, o que se vê é o filho ou a filha divorciada voltar para a casa dos pais. Esta volta pode ser uma realidade, mas antes devem considerar outras possibilidades. Um filho ou filha divorciada que volta para casa não é a mesma daquela que partiu na época do casamento. Os pais devem estar cientes deste fato.

Por outro lado, se há crianças envolvidas os avós podem ajudar, mas sabendo que não ocuparão o lugar da mãe ou do pai ausente. Devem saber que continuarão sendo avós e não pai ou mãe da criança dos pais separados.

Este amigo que teve sua filha envolvida com o divórcio e ajuda na criação do neto contou o quanto é difícil dizer sempre para o neto que ele não é o pai, mas o vovô. Deve ser muito difícil esta atitude, mas é a melhor a seguir.

Por último, jamais deixar de orar. A oração é o melhor instrumento para amenizar as dores de um divórcio no coração de todos, inclusive a dos pais dos cônjuges envolvidos.

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Por: Gilson Bifano

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Artigo – Abuso Sexual – Um Alerta


 Artigo_ABUSO SEXUAL – UM  ALERTA
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Um frio me percorre a alma e sinto uma dor no coração quando ouço ou leio a respeito de notícias sobre abuso sexual a crianças e adolescentes.

Mas isto é um fato; não temos como e não podemos fugir dele. Como psicoterapeuta ou conselheira, tenho constatado o quanto isto é concreto e sério.

Marcas indeléveis ou até mesmo incuráveis são deixadas em muitas almas de crianças frágeis, indefesas e inocentes que se tornam adultos profundamente infelizes e cheios de culpa por algo que não puderam evitar.

Torna-se cada vez mais gritante a necessidade de falarmos sobre o assunto, pois os abusos sexuais acontecem dentro de nossas próprias casas, numa proporção muito maior do que imaginamos praticados por pessoas com personalidades doentias, que podem ser empregadas domésticas, tios, padrastos, amigos próximos, avós e até mesmo pais.

Precisamos proteger nossas crianças e a forma mais eficaz é a orientação. Com linguagem simples e clara precisamos dizer a nossos filhos e filhas que ninguém tem o direito de tocar as partes íntimas de seus corpos e que beijinhos só podem ser dados no rosto.

As pessoas que abusam sexualmente das crianças geralmente são “boazinhas” demais com elas na frente dos outros; quando sozinhas, são chantagistas e ameaçadoras, proibindo a criança de falar sobre o que acontece com os outros, sob pena de passar por mentirosa. No entanto, o índice de crianças que mentem sobre esta questão é muito pequeno. Infelizmente, na maioria das vezes, é verdade e quando ela chega a falar sobre o assunto é porque está no limite do medo, da culpa e da dor.

Alguns sintomas podem ser observados e devem servir de alerta: insônia, pesadelos, medo, tristeza, déficit de aprendizagem, agressividade, problemas com a alimentação, aversão a adultos e masturbação estão entre eles.

Ao descobrir o abuso, os pais devem ter calma, mas agir. A criança vai precisar de proteção, amor e carinho. Nunca se deve criticar a criança ou acusá-la do ocorrido – ela não tem culpa. Os pais também não devem se sentir culpados, pois isso não vai ajudar em nada; se não puderem lidar com o assunto, que busquem ajuda profissional para si e para a criança, para ajudar a superar o trauma. A ABRAPIA mantém um telefone disponível para casos de denúncia: (0800) 99 0500.

Geralmente a tendência é ninguém falar nada sobre o abuso para evitar constrangimentos. Mas é necessário falar. A pessoa precisa saber que não está mais no anonimato, que precisa de tratamento psicológico ou até mesmo psiquiátrico, que o que fez não é normal, não é certo e que fez feridas profundas na vida de pessoas. É preciso coragem e determinação para falar, pois se continuar, mais cedo ou mais tarde, molestará outras crianças.

Quem sabe, se fizermos um esforço, conseguiremos enxergar muitas coisas que não queremos ver dentro de nossas casas ou de nossas igrejas.

“O que tem ouvidos para ouvir, ouça”!

Por: Psic. Elizabete Bifano

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Artigo – Os Primeiro Anos de Casamento


OS PRIMEIROS ANOS DE CASAMENTO

casamento-diligencia-300x225Há duas coisas a respeito das expectativas que devem ser conhecidas.

As expectativas podem ser reais, geradas a partir de fatos presenciados, atitudes tomadas, experiências vividas. Desta maneira, criamos expectativas a partir daquilo que presenciamos e experienciamos. Este tipo de expectativa pode vir a ser correspondida com mais freqüência por ser baseada naquilo que é real. Um exemplo: se um filho trata sua mãe com respeito e consideração, pode-se criar uma expectativa de que ele também se torne um esposo que irá tratar sua esposa com respeito e consideração.

As expectativas também podem ser irreais que são geradas a partir de desejos, carências e necessidades da pessoa. Este tipo de expectativa pode vir a ser frustrada com muito mais freqüência do que se possa imaginar. Por exemplo: uma filha que sofreu com a ausência física e afetiva de um pai pode criar a expectativa de ter um esposo presente e carinhoso para suprir sua carência. É uma expectativa totalmente irreal e que pode não se realizar se ela vir a se casar com um homem também distante emocionalmente.

É importante saber que dificilmente alguém muda depois que se casa. Aquilo que você presencia em seu namorado/a ou noivo/a hoje é o que ele/a será amanhã. O que acontece é que as pessoas ficam tão apaixonadas que não enxergam o que é tão óbvio ou até enxergam, mas criam a ilusão de que quando casados fará a pessoa mudar. Leda ilusão! Expectativa fadada à frustração. Uma coisa é certa: as pessoas só mudam quando se dão conta de que precisam e querem mudar a si mesmas.

Todas as pessoas criam expectativas. Quando o casamento está para se concretizar, as expectativas vão sendo criadas, automaticamente, em torno da nova vida que o casal passará a ter e em torno das funções e papéis que marido e mulher irão desempenhar. As expectativas mais comuns dos novéis casais são:

O amor supera tudo.

Então, se ele deixa todas as suas coisas espalhadas pelo meio da casa o tempo todo, ela jamais reclamará disso, pois o amor será capaz de agüentar toda a desorganização dele. Ou se ela é uma péssima cozinheira, ele jamais criticará ou comparará a comida dela com a que a mãe dele fazia, porque o amor superará o paladar e a fome. Será mesmo que o amor supera tudo durante 1, 3, 5, 10, 20, 30 anos? O ideal é que assim fosse, mas a realidade do dia-a-dia da vida de casado não é assim. É preciso que os casais saibam que terão de aprender a conviver com as diferenças, com as imperfeições, com as carências e exigências do outro. Desta forma, pode-se dizer então que o amor deve suportar e relevar tudo.

Sexo a toda hora

Muitos acreditam que na lua-de-mel e nos primeiros meses de casamento, faz-se sexo algumas vezes por dia. Mas isso depende. As pessoas são diferentes umas das outras, os casais se diferem uns dos outros. Realmente, há muitos casais que se relacionam sexualmente muitas vezes, com muita freqüência, mas isto não quer dizer que todos os casais são assim. Relação sexual é desejo, afeto, envolvimento, tempo, necessidade física e necessidade emocional. E estas coisas variam de pessoa para pessoa. Sendo assim, pode-se dizer então que sexo será feito a toda hora que os dois estiverem desejando, estiverem disponíveis, estiverem precisando.

O romantismo será permanente

Esta é uma expectativa muito comum especialmente entre as mulheres. No entanto, os homens são românticos porque querem sexo e quando eles obtêm isto, o romantismo diminui muito. Há uma frase interessante que combina com isto: “Os homens dão amor porque querem sexo, as mulheres fazem sexo porque querem amor”. É uma grande verdade. Talvez seja por isso que a Palavra de Deus aos homens seja para amar suas mulheres de uma forma tão intensa como a que Cristo amou a igreja. Os homens são assim. Sem entrar na discussão do porque disto, pois envolve muitas coisas, este é um fato que precisa ser conhecido. A esposa precisa ter convicção que se após o casamento o romantismo não for tão presente quanto antes, não quer dizer que o amor do esposo diminuiu ou que ele não se importa mais com ela. Então, pode-se dizer que o romantismo será permanente, mas não tão freqüente. Vale ainda dizer que o romantismo é importante e deve ser cultivado no casamento. Cada cônjuge deve investir tempo um para o outro, deve sair para namorar. Mas é importante também saber que, se diminuir o romantismo, ele não deve jamais desaparecer, pois é um nutriente básico para manter vivo o casamento.

E viveremos felizes para sempre

Sim, a felicidade é plenamente possível, porém dentro da realidade. Todos os casais e casamentos passam por crises. Afinal, são duas pessoas completamente diferentes que passam a ter uma vida em comum, que se tornam uma só carne. Então não é de causar estranheza o fato de que as dificuldades conjugais aparecerão. Esta é a vida real, pois estórias de Príncipe e Cinderela só existem em contos de fadas. Entretanto, pode-se dizer que viverão felizes para sempre, pois apesar dos problemas que possam vir, permanecerão juntos, lutando pela felicidade.

Estes são apenas alguns exemplos acerca das expectativas do início da vida conjugal. Muitas e muitas outras são criadas pelos noivos. Quem vai limpar a casa, quem irá pagar as contas, fazer as compras, lavar a louça, trabalhar fora, educar filhos, etc., etc., etc., também são expectativas idealizadas.

É muito importante os noivos conversarem a respeito das expectativas. É preciso definir quem vai fazer o quê, o que um espera do outro no dia-a-dia da vida conjugal, qual é o papel da esposa – de acordo com o que o noivo imagina, qual é o papel do esposo – de acordo com o que a noiva imagina. E se um não concordar com o outro acerca da descrição desses papéis, devem dizer isso um ao outro. Dialogar e esclarecer é imprescindível, pois se alguém se casa com a intenção de esconder do outro quem realmente é e o que pensa a respeito das coisas, está sendo enganador e traiçoeiro. Além do mais, é extremamente frustrante ver as expectativas não sendo correspondidas. Em Provérbios 13.12 há um versículo muito interessante: “A esperança adiada entristece o coração; mas o desejo cumprido é árvore de vida”. Em outra tradução diz “a esperança não cumprida adoece o coração”. É isto o que acontece aos cônjuges que dia a dia se frustram com as expectativas não correspondidas – adoecem e fazem adoecer o casamento.

Portanto, cuidado! As expectativas são boas, pois alimentam sonhos. Porém, não se pode alimentar ou fazer alimentar esperanças falsas, irreais.

“Que tipo de esposa, dona-de-casa, amante e mãe você espera que eu seja?” É uma pergunta que a noiva pode fazer a seu noivo. “Que tipo de marido, chefe-de-família, amante e pai você espera que eu seja?” É uma pergunta que o noivo deve fazer a sua noiva. A partir daí, o casal pode ter um diálogo verdadeiro, profundo e honesto para que a expectativa de serem felizes para sempre se cumpra com mais naturalidade.

Que Deus abençoe o noivo e a noiva, para que sejam solícitos em atender as necessidades e expectativas um do outro na caminhada maravilhosa que é a vida a dois.

Por: Elizabete Bifano

Artigo_Relacionamentos Segundo o Padrão de Deus


RELACIONAMENTOS SEGUNDO O PADRÃO DE DEUS_002

amor-casamento           Quando nos convertemos e passamos a viver o caminho proposto por Deus, assinamos um tratado de guerra contra o inimigo. O diabo faz de tudo para nos afastar do Senhor, tornando-se em uma luta diária.

25 horas por dia o diabo tentando nos afastar do Senhor.

E uma das situações mais utilizadas pelo inimigo para nos afastar da comunhão com Deus são os conflitos nos relacionamentos entre os irmãos.

Algumas perguntas importantes

  • Quem não conhece alguém que estava caminhando com o Senhor e por causa de uma chateação com um irmão ou com o pastor da igreja afastou-se do convívio da igreja e depois do Senhor?
  • Quantas pessoas não param em nenhuma congregação?
  • Quem já não teve vontade de sair do nosso convívio por causa de um determinado acontecimento?
  •  Quantos já saíram de nosso convívio por uma chateação?
  •  Quem já teve vontade de colocar um ponto final em um relacionamento de amizade por causa de um problema?

Estes irmãos a quem questionamos, primeiro se afasta do convívio da igreja afirmando que não vai deixar o Senhor, depois acaba esfriando na fé; ou sempre se chateia com alguém ou alguma coisa, ficam pulando de “galho em galho”.

Isto acontece frequentemente e tem sido uma porta por onde o inimigo tem entrado e desviado muitos cristãos do caminho do Senhor.

Então, vamos falar um pouco sobre relacionamento segundo o padrão de Deus.

Você não nasceu para viver sozinho

Seguir a Jesus implica não somente em ter relacionamento com Ele, mas também com outros que O seguem. O desejo de Deus sempre foi que o homem não vivesse só.

“Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” – Gênesis 2:18

Desde o início da criação Deus trabalhou para que o homem não vivesse só.

O símbolo da cruz (vertical e horizontal) representa bem o desejo de Deus; que o homem tenha relacionamento com o próprio Deus e com os seus semelhantes.

Quando começamos a congregar, encontramos uma comunidade de pessoas com as quais iremos conviver e nos relacionar e assim, temos muitas coisas em comum:

  • Mesma fé
  • Mesmo Senhor
  • Mesmo Pai
  • Mesmo Espírito
  • Mesmas lutas
  • Mesmas provas
  • Mesma esperança

Entretanto por causa das debilidades e imperfeições, tanto nossas como dos nossos irmãos, surgem conflitos e estes conflitos tentam afetar de alguma a nossa caminhada.

Diante disto – do surgimento de situações conflitantes – o inimigo aproveita para gerar em nossos corações os seguintes sentimentos:

  • Tristeza
  • Ressentimento
  • Rancor
  • Desânimo
  • Desmotivação
  • Indiferença

Diante deste quadro (conflito) temos dois caminhos diante de nós.

  1. Ou caímos no engano de achar que posso seguir ao Senhor sozinho, isolado, sem relacionamentos com irmão ou com um relacionamento superficial, formal, de faz de conta.
  2. Ou aprendemos a enfrentar a situação e, a luz da palavra de Deus, aprendendo a resolver os conflitos e me relacionar com meus irmãos.

Não existe Reino de Deus sem comunhão, sem relacionamento. Ilude-se quem acha que pode experimentar a plenitude do Reino de Deus sem relacionamento, sem comunhão ou com um relacionamento superficial, de faz de conta

Somos membros um dos outros

“Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” – Romanos 12:4-5

Enganos: “Eu quero seguir a Jesus mas assim sabe, do tipo sozinho, no máximo com minha esposa e meus filhos” ou “Eu até vou para a igreja, mas este negócio de estar muito grudado, abrindo a minha vida para outras pessoas eu estou fora”.

Com todo respeito, realmente está fora do Reino de Deus!

Não existe Reino de Deus sem vida comunitária, sem relacionamento, sem vínculos.

Temos o livro de Atos como um manual deixado pelo Espírito Santo de como deve ser a vida da igreja do Senhor aqui na terra e um dos aspectos que mais se destaca naquele livro era a vida de relacionamento da igreja primitiva.

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” – Atos 2:42

“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” – Atos 2:44

“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” – Atos 2:46

Não podemos desprezar este textos e se ainda não vivemos isto precisamos buscar viver

Jesus, o filho Deus, não quis ficar sozinho aqui na terra

Jesus precisava de mais alguém para fazer a obra aqui na terra? Lógico que não, mas Jesus o filho de Deus, buscou relacionamento e conviveu intensamente com homens, se relacionou com eles.

“Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele.

Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar” – Marcos 3:13-14

Eu sei que muitas vezes trazemos conosco feridas fruto de relacionamentos desastrados no passado e isto nos deixa assustados, nos fechamos e chegamos a perder a esperança. Muitos já tiveram experiências bastante doloridas.

Muitas vezes fomos traídos, mal interpretados, incompreendidos, discriminados, preteridos, injustiçados, e a vontade que temos é de nos isolar, mas muitos destes relacionamentos se desenvolveram em bases equivocadas.

Deus deseja nos curar

Deus desejou acolher nosso coração ferido e Deus tem um novo tempo para nós. Ele estabeleceu princípios para muitas situações. Casamento, trabalho, roupa, utilização do dinheiro, educação dos filhos.

Estes modelos foram registrados pelo Espírito Santo na palavra de Deus para serem observados por sua Igreja e Deus também deixou registrado os princípios para o relacionamento entre os seus filhos. Ele estabeleceu princípios que devem nortear os nossos relacionamentos, e estes precisam se desenvolver em cima dos princípios estabelecidos por Deus.

Não vou me relacionar com meu irmão segundo a minha maneira de enxergar, mas sim, segundo os princípios estabelecidos pelo Senhor.

Somos pessoas completamente diferentes:

  • Gostos
  • Educação
  • Culturas
  • conceitos
  • Opiniões

Já imaginou se cada um quiser se relacionar com o outro fazendo valer as suas “Verdades Pessoais”?

Somos pessoas diferentes unidos por um cruz!

Sabemos que todo relacionamento é conflitante e que não existe relacionamento sem conflito.

A grande questão é: Qual a minha postura diante do surgimento do conflito?

Alguns quando se deparam com a primeira situação de conflito pulam fora, dizem que não dá para continuar, alegam que o outro é muito complicado e param por ali aquele relacionamento.

Assim vão para outro relacionamento. Quando o conflito surge, é a mesma coisa. Nunca desenvolvem relacionamentos profundos, duradouros. Vivem em cima de relacionamentos superficiais e não tem aliança.

Não se resolve um problema de relacionamento deixando de se relacionar e sim se relacionando observando os princípios deixados por Deus. As vezes criamos uma expectativa de um relacionamento, fruto da nossa imaginação, não fundamentada na palavra de Deus e isto produz frustração por não vivermos um modelo de relacionamento instituídos por nós e não por Deus.

Muitos têm uma estrutura de vida que desenvolvem um relacionamento desordenado, fora do padrão de Deus, mas somos discípulos de Jesus e estamos aprendendo com nosso Senhor.

Deus quer nos ensinar a nos relacionarmos segundo o padrão de d’Ele e este é um relacionamento que não gera peso, cobrança ou acusação.

Alguns princípios para os nossos relacionamentos

1 – Precisamos aprender a perdoar

“Então, Pedro, aproximando- se, lhe perguntou:Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu- lhe Jesus:Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” – Mateus 18:21-22

Não existe um relacionamento duradouro sem a prática do perdão.

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende- o; se ele se arrepender, perdoa- lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo:Estou arrependido, perdoa- lhe” – Lucas 17:3-4

Precisamos ser fáceis no perdão. Tem pessoas que remoem para perdoar alguém. Quando erram são rápidos para pedir perdão, mas quando erram com ela, para liberar perdão é um “Deus me acuda”.

O nosso perdão libera o perdão de Deus.

O finalzinho da chamada oração do Pai nosso

“e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” – Mateus 6:12-15

Aqueles que têm dificuldades em perdoar, é bom começar a clamar ao Senhor para ser transformado porque pode ter uma ingrata surpresa quando o Senhor voltar ou o Senhor chamar.

Precisamos aprender a liberar perdão!

Precisamos olhar para os nossos irmãos e saber que estamos tranquilos, sabendo que o nosso coração está em paz com todos. Se isto não acontece precisamos resolver urgentemente.

2 – Precisamos aprender a falar com nossos irmãos

Quanta confusão já surgiu por causa de um jeito errado de falar?

Preciso falar:

  1. A) De maneira agradável

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” – Efésios 4:29

  1. B) De maneira branda, calma

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” – Provérbios 15:1

  1. C) No tempo correto

“O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!” – Provérbios 15:23

“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” – Provérbios 25:11

Deus tem uma grande notícia para nós! Podemos aprender a falar segundo o coração de Deus.

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” – 1 Coríntios 13:11

Isto enche o nosso coração de esperança. Nosso Pai está interessado em nos ensinar a falar como Ele.

3 – Preciso aprender a respeitar as diferenças

Precisamos aprender a nos relacionar aprendendo a conviver com a individualidade de cada pessoa. Jesus conviveu com seus doze discípulos e respeitou o jeito de cada um.

Existem algumas questões que a palavra do Senhor nos dá liberdade para escolher. Deus mandou Adão nomear os animais e deu liberdade para ele escolher.

Existem algumas questões onde não há nenhuma ordenança clara do Senhor e aí Ficamos livres.

“Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu” – Romanos 14:1-3

Aqui precisamos aprender com as diferenças. O único cuidado é para não causar escândalo ao irmão.

Se causar escândalo para o meu irmão eu devo abrir mão de algo até legitimo por amor ao Reino de Deus e ao meu irmão.

“Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão. Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura. Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu. Não seja, pois, vituperado o vosso bem. Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens. Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros. Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo.

É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar [ou se ofender ou se enfraquecer]” – Romanos 14:13-21

Observação importante

Isto é para questões onde a palavra de Deus dá a liberdade para decidirmos, onde ela não traz um ensinamento explícito.

  • Posso ter duas mulheres
  • Não preciso estar vinculado a nenhuma congregação
  • Não preciso pagar meus impostos
  • Não preciso honrar meus pais
  • Não preciso me submeter ao meu marido
  • Não preciso devolver o meu dizimo e a minha oferta

Isto é um engano!

Naquilo que a palavra é clara minha submissão à palavra como discípulo é absoluta. Naquilo que a palavra me deixa livre para decidir, sou livre para decidir, desde que não cause escândalo a nenhum irmão que eu tenha conhecimento.

Nestes casos precisamos conviver com as diferenças

4 – Preciso aprender a ser leal nos meus relacionamentos

Leal é ser fiel, verdadeiro e sincero.

Falar a verdade em amor.

“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” – Efésios 4:2

Quantos relacionamentos são baseados na dissimulação, mentiras, “Meia verdades” e hipocrisia?

Quem ama fala a verdade!

Tem gente que gosta de se cercar de pessoas que não falam a verdade para ele, pessoas que na realidade são bajuladoras. Isto é um grave equívoco!

Outros se melindram com qualquer coisa que alguém fale dele, alguma critica para ajudá-lo, como se fosse uma pessoa intocável. Isto é uma burrada!

“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” – Provérbios 27:5-6

Tem pessoas que se o pastor ou discipulador falar qualquer coisa, pronto é a terceira guerra mundial, haja confusão.

Deixa eu lhe perguntar:

  • Você é uma pessoa acessível?
  • Você é uma pessoa tratável?
  • Você é uma pessoa intocável?
  • As pessoas se sentem com liberdade para repreender você?

Agora você não é a melhor pessoa para responder estas perguntas, você precisa perguntar a quem convive com você. Seu discipulador, seu conjugue, seu companheiro de obra, etc.

Pessoa leal é aquele de aliança.

Jesus tinha uma aliança de amor com seus discípulos.

“Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo” – João 17:24

Os discípulos eram do convívio íntimo de Jesus e Ele (Jesus) tinha uma aliança com aqueles homens.

Em João 18 quando foram prender Jesus, relata-se que Ele se apresentou aos guardas e pediu para que deixassem os seus discípulos livres. Jesus era homem de aliança. Somos seus discípulos.

Uma aliança me faz suportar a todo tipo de pressão.

Não podemos estar falando mal uns dos outros. Se tenho algo para falar, procuro o meu irmão e converso com ele.

A pessoa que fala para você de outra pessoa, amanhã vai estar falando de você para outro!

Foge de gente deste tipo

5 – Nossos vínculos são “Em Cristo”

Relacionamentos no mundo se baseiam em:

  • Gostos
  • Opiniões
  • Jeito de ser
  • Preferências

Mas relacionamentos no Reino são fundamentados em Cristo. O que nos une é a cruz de Cristo e por isto podemos nos relacionar com qualquer pessoa que tenha Jesus como Senhor de sua vida.

O Senhor está interessado que seus filhos aprendam a se relacionar entre si. Nenhum Pai gosta de ver seus filhos divididos se digladiando. Isto causa tristeza em qualquer Pai, quanto mais em Deus.

Somos discípulos de Jesus, estamos crescendo e Ele nos anima a prosseguir e a confiamos n’Ele.

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre” – Salmos 133

Por Paulo Santiago em 07/07/2013