023 – ENCONTRANDO PAZ NAS TRIBULAÇÕES

TEXTO: Apocalipse 3.8-9 – TEMA: ENCONTRANDO PAZ NAS TRIBULAÇÕES – 023

 joão“Conheço as tuas obras- eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e pros­trar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.” (Ap 3.8,9.)

O apóstolo João foi uma das figuras mais importantes do cristianismo primitivo. Dedicado, ele conquistou lugar entre as discípulos mais íntimos de Jesus. Flexível, permitiu que Deus o transformasse de “filho do trovão” em “apóstolo do amor”. Produtivo, escreveu um evangelho, três cartas e o livro de Apocalipse, abençoando milhões de leitores.

Já idoso João viu-se exilado na ilha de Patmos, onde recebeu uma revelação de consolo para as igrejas atribuladas. Na verdade, a visão acabou trazendo conforto para o próprio apóstolo, que também estava sendo perseguido. Semelhantemente, aquilo que Deus lhes prometeu tem aplicação para a nossa vida.

Quando um avião é surpreendido por tempestades, eleva-se a maiores alturas, pois o piloto sabe que acima das nuvens o sol continua a brilhar. E quanto a nós? Será que podemos ascender até o ponto de vista de Deus, encarando as adversidades de cima e encontrando paz? Sim, e é isso o que o Apocalipse nos ensina. Tal como João e seus contemporâneos, descobrimos que é possível encontrar paz nas tribulações.

I – ENCONTRAMOS PAZ NAS TRIBULAÇÕES QUANDO LEMBRAMOS QUE JESUS NOS CONHECE

Eis uma verdade maravilhosa: talvez não sejamos populares na terra, mas nos tornamos famosos no céu! O cristão mais humilde não é um estranho para Jesus. O Senhor declarou: “Conheço as tuas obras”. Ele disse também: “Sei que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome”. Nada do que João e seus irmãos estavam fazendo ou experimentando passava despercebido aos olhos de Deus.

Jesus conhece as nossas obras. Ele atenta para tudo o que fazemos, e não deixará nosso esforço sem recompensa. Não desanime quando se deparar com a ingratidão. Não desista quando suas contribuições parecerem insignificantes. Lembre-se de que Deus está observando, “para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).

Jesus conhece a nossa pouca força. O Senhor está ciente dos nossos limites. Ele não permitirá que enfrentemos provações acima do que podemos suportar. Promete-nos o seu socorro, bem como o seu livramento. Ele realmente cuida de nós.

Jesus conhece a nossa fidelidade. Ele valoriza o fato de que guardamos a sua palavra e não negamos o seu nome. As vezes nossa fé nos custa um alto preço; porém, não é nada que se compare ao sacrifício do Salvador. Não hesitemos, pois, em testemunhar.

Quando você se lembra de que Cristo o conhece, experimenta paz em meio às provações. Recorda-se de que ele o consola, ajuda, fortalece e recompensa. Tal lembrança enche você de coragem e esperança. Não se esqueça: você pertence ao circulo exclusivo dos amigos de Jesus! Nenhum outro privilégio se compara a isso.

II – ENCONTRAMOS PAZ NAS TRIBULAÇÕES QUANDO LEMBRAMOS QUE JESUS TEM POSTO UMA PORTA ABERTA DIANTE DE NÓS

“Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta”, disse o Mestre. Ele afirmou isso para que soubéssemos que existem caminhos desimpedidos à nossa frente. Assim como João haveria de alcançar a vitória apesar das perseguições, nós também podemos estar certos de que o Senhor nos conduzirá em triunfo (2 Co 2.14). Tal certeza não deve nos abandonar, mesmo que passemos por dificuldades.

Alguns países do hemisfério norte têm seus mares congelados durante o rigoroso inverno. Isso representa um problema para os navios, os quais ficam impedidos de chegar aos portos por causa da crosta de gelo. O que fazer? É aí  que entram em ação os navios quebra-gelo. Eles são projetados especialmente para romper as barreiras de gelo e neve, abrindo um caminho seguro pelo qual as outras embarcações possam passar.

De modo semelhante, Jesus tem estabelecido à nossa frente um caminho seguro. Para fazer isso ele entregou a própria vida, quebrando todas as barreiras, enfrentando e vencendo a morte. Os portais do céu estão abertos para os que se entregam a Cristo. Os acessos a uma vida abundante são franqueados aos que o acompanham. Devemos observar o caminho que Jesus abre à nossa frente e segui-lo de perto, com toda a fidelidade.

Quando lembramos que o Senhor colocou diante de nós uma porta aberta, nossas forças são renovadas. Afinal, ele é “o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Ap 3.7). Quem poderá obstruir uma porta que Jesus abriu? Prossigamos, pois, com ousadia.

III – ENCONTRAMOS PAZ NAS TRIBULAÇÕES QUANDO LEMBRAMOS QUE JESUS NOS AMA

A certeza de que somos amados pelo Filho de Deus nos dá firmeza para vencermos qualquer aflição. João (o discípulo amado) sabia disso. Ele se achava exilado numa ilha rochosa por pregar o evangelho. Seus amigos estavam sendo perseguidos em todo o império pela mesma razão. Entretanto, o apóstolo não tinha dúvida de que o Senhor os amava. Essa confiança fazia com que ele mantivesse a serenidade e seguisse adiante.

Chegará um dia em que os nossos adversários saberão o quanto Deus nos quer bem. “Eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei”, prometeu Jesus. Os que haviam sido humilhados serão exaltados, e seus perseguidores se cobrirão de vergonha. O fato de passarmos por aflições não significa que Deus não se importa conosco. Pelo contrário: ele nos ama, e assegura-nos que um dia todos saberão disso.

A promessa do Salvador é maravilhosa. Contudo, ainda que seja desejável que o mundo saiba que Jesus nos ama, é infinitamente mais importante que nós mesmos saibamos disso! Em momentos difíceis, talvez nos peguemos questionando o amor do Senhor. Entretanto, não deveríamos duvidar daquele que ousou morrer em nosso lugar. Outras convicções até poderão nos abandonar, mas não a certeza do amor de Deus.

Conta-se que o pregador Dwight Moody mandou instalar, na frente do seu púlpito, letras iluminadas a gás formando a frase “Deus é amor”. Certa noite, um mendigo que passava diante do templo olhou pela porta e viu as letras incandescentes. “Não, isso não pode ser verdade”, disse para si mesmo. “Deus não pode me amar, pois não passo de um pecador”. Entretanto, a frase parecia brilhar perante seus olhos com palavras de fogo. Durante toda a semana, não foi capaz de esquecê-la.

No domingo seguinte, ele foi até o templo, sentou-se num dos últimos bancos e ficou a encarar as letras que teimavam em não sair de sua mente. Não ouviu a mensagem; contudo, quando o culto terminou, Moody foi encontrá-lo, sentado no mesmo lugar, chorando como uma criança. O pregador então lhe expôs o evangelho e conduziu-o a uma decisão ao lado de Cristo. Inicialmente, aquele homem reagira contra a possibilidade de que o Senhor pudesse amá-lo. Ao final, porém, tal certeza transformou o seu viver.

Muitas coisas tentarão dizer-nos que Deus não nos ama. Todavia, não existe nada tão certo em todo o Universo quanto o amor do Senhor por nós. Nunca devemos nos esquecer de que ocupamos um lugar especial no coração do Criador. Essa convicção deve falar mais alto em nossos passos do que qualquer adversidade. Ela irá encher de paz a nossa alma e guiar-nos, como um farol, no rumo da vitória.

Tribulações fazem parte da vida. É possível que você, agora mesmo, esteja passando por uma delas. Contudo, a Palavra de Deus é categórica ao nos afirmar que, com Cristo, somos capazes de vencer as adversidades. Na Bíblia o Senhor deixou registrada a seguinte promessa: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10).

CONCLUSÃO

Lembre-se: Jesus conhece você, tem colocado uma porta aberta à sua frente, e o ama com um amor infinito. Se você conservar os olhos fixos nessas verdades, encontrará paz nas tribulações. Como Pedro – que foi capaz de andar sobre as águas enquanto olhou para Cristo – você se colocará acima das tempestades, e desafiará o ímpeto dos furacões.

A fé é a arma que Deus nos confiou para fazer frente às adversidades. É a força que nos move para perto do Criador. É a bússola que nos orienta quando tudo parece incerto. É a razão da nossa coragem, o motivo do nosso louvor, o segredo da nossa paz, o crivo da nossa salvação. “Sem fé é impossível agradar a Deus.” (Hb 11.6.) Mire-se no exemplo de João, dos cristãos primitivos e de todos aqueles  que deixaram lições de fé. Você será mais que vencedor, em nome de Jesus.

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Publicado em 01/08/2015, em SERMÕES e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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