Artigo – Os Primeiro Anos de Casamento

OS PRIMEIROS ANOS DE CASAMENTO

casamento-diligencia-300x225Há duas coisas a respeito das expectativas que devem ser conhecidas.

As expectativas podem ser reais, geradas a partir de fatos presenciados, atitudes tomadas, experiências vividas. Desta maneira, criamos expectativas a partir daquilo que presenciamos e experienciamos. Este tipo de expectativa pode vir a ser correspondida com mais freqüência por ser baseada naquilo que é real. Um exemplo: se um filho trata sua mãe com respeito e consideração, pode-se criar uma expectativa de que ele também se torne um esposo que irá tratar sua esposa com respeito e consideração.

As expectativas também podem ser irreais que são geradas a partir de desejos, carências e necessidades da pessoa. Este tipo de expectativa pode vir a ser frustrada com muito mais freqüência do que se possa imaginar. Por exemplo: uma filha que sofreu com a ausência física e afetiva de um pai pode criar a expectativa de ter um esposo presente e carinhoso para suprir sua carência. É uma expectativa totalmente irreal e que pode não se realizar se ela vir a se casar com um homem também distante emocionalmente.

É importante saber que dificilmente alguém muda depois que se casa. Aquilo que você presencia em seu namorado/a ou noivo/a hoje é o que ele/a será amanhã. O que acontece é que as pessoas ficam tão apaixonadas que não enxergam o que é tão óbvio ou até enxergam, mas criam a ilusão de que quando casados fará a pessoa mudar. Leda ilusão! Expectativa fadada à frustração. Uma coisa é certa: as pessoas só mudam quando se dão conta de que precisam e querem mudar a si mesmas.

Todas as pessoas criam expectativas. Quando o casamento está para se concretizar, as expectativas vão sendo criadas, automaticamente, em torno da nova vida que o casal passará a ter e em torno das funções e papéis que marido e mulher irão desempenhar. As expectativas mais comuns dos novéis casais são:

O amor supera tudo.

Então, se ele deixa todas as suas coisas espalhadas pelo meio da casa o tempo todo, ela jamais reclamará disso, pois o amor será capaz de agüentar toda a desorganização dele. Ou se ela é uma péssima cozinheira, ele jamais criticará ou comparará a comida dela com a que a mãe dele fazia, porque o amor superará o paladar e a fome. Será mesmo que o amor supera tudo durante 1, 3, 5, 10, 20, 30 anos? O ideal é que assim fosse, mas a realidade do dia-a-dia da vida de casado não é assim. É preciso que os casais saibam que terão de aprender a conviver com as diferenças, com as imperfeições, com as carências e exigências do outro. Desta forma, pode-se dizer então que o amor deve suportar e relevar tudo.

Sexo a toda hora

Muitos acreditam que na lua-de-mel e nos primeiros meses de casamento, faz-se sexo algumas vezes por dia. Mas isso depende. As pessoas são diferentes umas das outras, os casais se diferem uns dos outros. Realmente, há muitos casais que se relacionam sexualmente muitas vezes, com muita freqüência, mas isto não quer dizer que todos os casais são assim. Relação sexual é desejo, afeto, envolvimento, tempo, necessidade física e necessidade emocional. E estas coisas variam de pessoa para pessoa. Sendo assim, pode-se dizer então que sexo será feito a toda hora que os dois estiverem desejando, estiverem disponíveis, estiverem precisando.

O romantismo será permanente

Esta é uma expectativa muito comum especialmente entre as mulheres. No entanto, os homens são românticos porque querem sexo e quando eles obtêm isto, o romantismo diminui muito. Há uma frase interessante que combina com isto: “Os homens dão amor porque querem sexo, as mulheres fazem sexo porque querem amor”. É uma grande verdade. Talvez seja por isso que a Palavra de Deus aos homens seja para amar suas mulheres de uma forma tão intensa como a que Cristo amou a igreja. Os homens são assim. Sem entrar na discussão do porque disto, pois envolve muitas coisas, este é um fato que precisa ser conhecido. A esposa precisa ter convicção que se após o casamento o romantismo não for tão presente quanto antes, não quer dizer que o amor do esposo diminuiu ou que ele não se importa mais com ela. Então, pode-se dizer que o romantismo será permanente, mas não tão freqüente. Vale ainda dizer que o romantismo é importante e deve ser cultivado no casamento. Cada cônjuge deve investir tempo um para o outro, deve sair para namorar. Mas é importante também saber que, se diminuir o romantismo, ele não deve jamais desaparecer, pois é um nutriente básico para manter vivo o casamento.

E viveremos felizes para sempre

Sim, a felicidade é plenamente possível, porém dentro da realidade. Todos os casais e casamentos passam por crises. Afinal, são duas pessoas completamente diferentes que passam a ter uma vida em comum, que se tornam uma só carne. Então não é de causar estranheza o fato de que as dificuldades conjugais aparecerão. Esta é a vida real, pois estórias de Príncipe e Cinderela só existem em contos de fadas. Entretanto, pode-se dizer que viverão felizes para sempre, pois apesar dos problemas que possam vir, permanecerão juntos, lutando pela felicidade.

Estes são apenas alguns exemplos acerca das expectativas do início da vida conjugal. Muitas e muitas outras são criadas pelos noivos. Quem vai limpar a casa, quem irá pagar as contas, fazer as compras, lavar a louça, trabalhar fora, educar filhos, etc., etc., etc., também são expectativas idealizadas.

É muito importante os noivos conversarem a respeito das expectativas. É preciso definir quem vai fazer o quê, o que um espera do outro no dia-a-dia da vida conjugal, qual é o papel da esposa – de acordo com o que o noivo imagina, qual é o papel do esposo – de acordo com o que a noiva imagina. E se um não concordar com o outro acerca da descrição desses papéis, devem dizer isso um ao outro. Dialogar e esclarecer é imprescindível, pois se alguém se casa com a intenção de esconder do outro quem realmente é e o que pensa a respeito das coisas, está sendo enganador e traiçoeiro. Além do mais, é extremamente frustrante ver as expectativas não sendo correspondidas. Em Provérbios 13.12 há um versículo muito interessante: “A esperança adiada entristece o coração; mas o desejo cumprido é árvore de vida”. Em outra tradução diz “a esperança não cumprida adoece o coração”. É isto o que acontece aos cônjuges que dia a dia se frustram com as expectativas não correspondidas – adoecem e fazem adoecer o casamento.

Portanto, cuidado! As expectativas são boas, pois alimentam sonhos. Porém, não se pode alimentar ou fazer alimentar esperanças falsas, irreais.

“Que tipo de esposa, dona-de-casa, amante e mãe você espera que eu seja?” É uma pergunta que a noiva pode fazer a seu noivo. “Que tipo de marido, chefe-de-família, amante e pai você espera que eu seja?” É uma pergunta que o noivo deve fazer a sua noiva. A partir daí, o casal pode ter um diálogo verdadeiro, profundo e honesto para que a expectativa de serem felizes para sempre se cumpra com mais naturalidade.

Que Deus abençoe o noivo e a noiva, para que sejam solícitos em atender as necessidades e expectativas um do outro na caminhada maravilhosa que é a vida a dois.

Por: Elizabete Bifano

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Publicado em 26/07/2015, em Família e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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